Blog/Os trapistas belgas: quando fazer cerveja é um ato de fé

14 de março de 2026Editorial

Os trapistas belgas: quando fazer cerveja é um ato de fé

Doze mosteiros no mundo têm o direito de usar o selo 'Authentic Trappist Product' na cerveja. Os belgas são os mais famosos. Entenda a relação entre monacato e brassagem.

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Os monges trapistas seguem a Regra de São Bento, que orienta o trabalho manual como parte da vida monástica. A produção de cerveja se encaixou naturalmente nessa regra: é um trabalho artesanal que pode gerar renda para sustentar o mosteiro.

A International Trappist Association (ITA) concede o selo Authentic Trappist Product a cervejarias que operam dentro ou adjacentes a um mosteiro trapista, sob supervisão dos monges, com produção que não visa lucro comercial e com receita destinada primariamente ao mosteiro e a obras caritativas.

Há doze mosteiros no mundo com esse selo para cerveja. Seis na Bélgica: Chimay, Westmalle, Orval, Westvleteren, Achel e Rochefort. Dois nos Países Baixos: La Trappe e Zundert. Um na Áustria, um nos Estados Unidos, um na Itália e um na Espanha.

Westvleteren, produzida no Mosteiro de Saint Sixtus, na Bélgica, é frequentemente citada entre as melhores cervejas do mundo. Ela só pode ser comprada diretamente no mosteiro, por telefone, em quantidade limitada por pessoa.

As cervejas trapistas não seguem um único estilo. Cada mosteiro tem suas próprias receitas. Mas os estilos belgas como Dubbel, Tripel e Quadrupel estão fortemente associados a esta tradição.

A qualidade das cervejas trapistas vem de um compromisso com a produção em pequena escala, com ingredientes selecionados e com a paciência que a vida monástica naturalmente impõe.

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