A crença popular de que cerveja boa é cerveja gelada é, no mínimo, simplificada. O frio excessivo fecha as moléculas voláteis responsáveis pelo aroma. Cervejas aromáticas servidas muito frias entregam apenas uma fração do que teriam à temperatura correta.
Para lagers pálidas como Pilsen, German Pilsen e Helles, a temperatura ideal é entre 3 e 6 graus. São cervejas cujo apelo é a refrescância e a limpeza. O frio realça essas características.
Para Pale Ales, IPAs e estilos americanos aromáticos, a faixa de 6 a 10 graus é mais adequada. O frio excessivo fecha os aromas de lúpulo que definem esses estilos.
Para Stouts, Porters e Brown Ales, a faixa ideal é entre 10 e 13 graus. Muito abaixo disso, a cerveja perde a profundidade dos maltes torrados. Acima disso o álcool pode ficar proeminente demais.
Para cervejas belgas fortes como Tripels, Quadrupels e Barleywines, a faixa entre 12 e 16 graus é recomendada. São cervejas de degustação, não de tomar gelado.
Na prática, a maioria das pessoas serve tudo à mesma temperatura. Mas para quem quer extrair o máximo de uma boa cerveja artesanal, ajustar a temperatura de serviço é um passo simples com impacto real.
Na Dust, servimos nosso chopp entre 3 e 5 graus para a maior parte dos estilos claros. Mas oferecemos cervejas especiais na temperatura adequada quando solicitado.
