Dubbel significa 'duplo' em holandês. O nome vem da tradição medieval de classificar cervejas pela força relativa. A Dubbel era mais forte que a cerveja simples do dia a dia dos monges.
Os mosteiros trapistas belgas são os mais famosos produtores do estilo. Westmalle, Chimay e Rochefort são nomes que aparecem quando se fala em Dubbel clássica.
O perfil de sabor é complexo. Malte caramelizado, frutas secas como passa e ameixa, toque de chocolate e especiarias vindas da levedura belga. O amargor é baixo, apenas o suficiente para equilibrar a doçura.
O ABV típico fica entre 6% e 7,6%. A cor vai do marrom avermelhado ao marrom escuro. A espuma é densa e beige.
A levedura belga é responsável por grande parte da complexidade do estilo. Ela produz ésteres e fenóis que adicionam notas de banana, cravo, pimenta e ameixa sem que nenhum desses ingredientes seja adicionado.
Sirva entre 10 e 12 graus, em copo cálice ou tulipa. Nunca em copo gelado. O frio excessivo fecha os aromas e perde metade da experiência.
Harmoniza com pratos ricos: cordeiro assado, queijos de casca lavada como Munster e Epoisse, chocolate amargo e sobremesas com frutas secas.
